A União Europeia se consolidou, em 2025, como o segundo maior destino das exportações do agronegócio paulista, movimentando US$ 4,14 bilhões e respondendo por 14,4% de todas as vendas externas do setor. O desempenho reforça a relevância do bloco europeu para São Paulo e projeta um cenário de ampliação do comércio exterior com a formalização do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
“Os resultados dos embarques de 2025 são relevantes para o agronegócio paulista e se tornam ainda mais promissores diante da concretização do acordo comercial entre o Brasil e a União Europeia. Trata-se de um entendimento construído ao longo de mais de duas décadas, que inaugura uma nova configuração nas relações comerciais entre os dois blocos e cria oportunidades concretas para a ampliação das exportações de produtos como café, carnes e frutas”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
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Dados da última balança comercial indicam que, em 2025, as transações do agro paulista com a União Europeia cresceram 5% em relação ao ano anterior. O bloco europeu responde por 14,4% das exportações do setor, ficando atrás apenas da China, que concentra 23,9% do total embarcado.
Infraestrutura logística
Dentro desse fluxo comercial com o mercado europeu, os Países Baixos se destacam como uma importante porta de entrada dos produtos paulistas no continente, com papel relevante na logística de distribuição. Em 2025, mais de 1 milhão de toneladas de produtos do agro paulista foram exportadas para o país, movimentando aproximadamente US$ 1,3 bilhão.
Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), aponta que os principais itens exportados para os Países Baixos foram suco (300 mil toneladas), celulose (236 mil toneladas) e o complexo sucroalcooleiro (143 mil toneladas). Esse desempenho também contribuiu para o superávit da balança comercial paulista do agronegócio, que alcançou US$ 23 bilhões em 2025.
Para o diretor da How2Go do Brasil, consultoria multinacional especializada em internacionalização de empresas, Marcelo Vitali, o mercado europeu tem papel central na demanda global por frutas brasileiras, com os Países Baixos exercendo função logística estratégica. “O Porto de Roterdã redistribui frutas paulistas para diversos mercados europeus, ampliando o alcance do exportador para países como Alemanha, Reino Unido, França e nações nórdicas. Além disso, é um mercado que valoriza a qualidade, o que permite ao produtor brasileiro agregar valor”, afirmou.
Diversas empresas e cooperativas paulistas utilizam esse corredor logístico para expandir sua presença internacional. Fundada em 2012, a Cooperativa Agroindustrial APPC, localizada em Pilar do Sul, no interior do estado, comercializa produtos como caqui Fuyu e Rama Forte, reconhecidos pela elevada qualidade, padronização, rastreabilidade e conformidade com rigorosos protocolos fitossanitários e de sustentabilidade.
Com atuação consolidada no comércio exterior, a APPC exporta sua produção para diferentes países. “No mercado europeu, especialmente nos Países Baixos, eles distribuem a nossa mercadoria para toda a Europa, o que amplia o alcance das frutas comercializadas pela cooperativa e reforça sua relevância na cadeia internacional de abastecimento”, destacou Jéssica Bastos, do setor de…
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