São Paulo vive um momento de reparação histórica e urbana. Um dos maiores ícones da arquitetura moderna mundial e o coração pulsante do lazer paulista, a Marquise do Ibirapuera, foi finalmente devolvida aos cidadãos. Após décadas de interdições e incertezas, a estrutura de 27 mil metros quadrados projetada por Oscar Niemeyer deixa de ser um símbolo de abandono para retomar sua vocação original: ser o ponto de encontro de todas as tribos da capital.
O Fim de um Ciclo de Retrocesso
O restauro da Marquise não foi apenas uma obra de engenharia, mas um ato de coragem administrativa. Para que a reforma de R$ 71 milhões pudesse avançar, o prefeito Ricardo Nunes precisou enfrentar um emaranhado burocrático que durava duas décadas. Na prática, o prefeito “rasgou” as amarras do obsoleto Decreto nº 44.288/2003, assinado pela então prefeita Marta Suplicy, que por 21 anos impôs restrições severas que acabaram por asfixiar a zeladoria do parque e afastar o munícipe.

Transparência e Fatos: > A redação do Jornal O Centro acessou as bases de dados da municipalidade para fundamentar esta análise. Você pode conferir o teor da norma que travou o Ibirapuera por 20 anos através do Portal da Legislação Municipal (Decreto 44.288/03). A revogação e o anúncio da nova fase podem ser acompanhados detalhadamente no Site Oficial da Prefeitura de São Paulo, que registra o investimento recorde na preservação deste Patrimônio da Humanidade.
Mais que Lazer: Um Equipamento de Saúde e Segurança
A relevância desta entrega transborda a estética. Estamos falando de um equipamento fundamental para a saúde pública e o bem-estar mental do trabalhador paulistano. Em uma metrópole dinâmica, espaços como a Marquise funcionam como “pulmões de escape”, onde o esporte — seja no skate, nos patins ou na caminhada — atua diretamente na prevenção de doenças e na qualidade de vida.

Sob o aspecto da Segurança Interativa, a nova Marquise propõe um modelo inovador. O Jornal O Centro está em busca de uma agenda exclusiva com o gabinete do prefeito para detalhar como a tecnologia e a Guarda Civil Metropolitana atuará não apenas como vigilantes, mas como agentes integrados ao convívio social. A tese é clara: a melhor segurança pública é a ocupação do espaço. Quando o cidadão ocupa a rua, o crime recua.
Cultura e o Convite ao Pertencimento
Jornalista Jaqueline Lopes
Como um Patrimônio da Humanidade, a Marquise volta a ser o palco da Cultura Urbana. O resgate desse espaço vivo permite que São Paulo respire arte e esporte ao ar livre novamente.
Nosso convite é direto: Paulistanos, ocupem a Marquise! Exercitem seu direito ao lazer, à cultura e à convivência. O Jornal o Centro continuará acompanhando de perto os próximos passos dessa gestão, cobrando a manutenção constante para que o hiato de 21 anos nunca mais se repita.
